Gerlando Rodrigues de Lima1,
Danielle Gomes da Silva Listo1,
Thaís de Oliveira Guimarães2,
Ítalo Rodrigo Paulino de Arruda3
ResumoAs marmitas correspondem a depressões originadas nas rochas graníticas e são consideradas como unidade de paisagem por serem geoformas existentes na superfície. Essas geoformas apresentam um valor científico por terem servido no pas-sado como áreas de estocagem de sedimentos e ossos da megafauna pleistocênica. Dessa forma, o objetivo desta pesquisa foi a inventariação das marmitas localizadas no distrito de Fazenda Nova, semiárido pernambucano, buscando estabelecer índices do seu potencial científico para futuras políticas e instrumentos de gestão desses patrimônios em âmbito regional. A primeira etapa do processo de inventário foi organizada por meio de uma ficha que teve o papel de identificar e caracteri-zar morfologicamente a distribuição das marmitas, e a segunda foi realizada seguindo o método de quantificação para valor científico. Considerando as marmitas apresentadas no contexto do inventário realizado neste estudo, reforça-se a certeza de que esse patrimônio guarda em sua conjuntura a história evolutiva de paisagens geomorfológica e geológica diversas, que são informações pertinentes daquela região, ou podem ir além dessas contribuições, pois esses geomorfossítios têm valor científico que está correlacionado com várias ciências, e seu uso pode fornecer descobertas bastante significativas.
Palavras-chave: Geoconservação; Geodiversidade; Geoformas; Inventário; Quantificação.
Disponível em: https://www.revistas.usp.br/guspsc/article/view/219705/200588